Dez anos e 45 países depois, continua sendo a melhor decisão que eu já tomei. Tudo o que eu faço hoje começou naquele aeroporto.
Comecei sozinha.
Hoje vamos juntas!
Coragia · Extraordinária Expedições

Fiz minha primeira viagem sozinha aos 19 anos: 18 dias pela Espanha, com o dinheiro contado e ninguém para segurar minha mão. Não larguei tudo de uma vez, como em filme. Fui aprendendo a me sustentar de qualquer lugar, errando fuso, perdendo voo, dormindo mal e chorando em aeroporto mais de uma vez. Foi numa dessas madrugadas, sozinha e sem plano B, que descobri a única coisa que ninguém consegue te dar de presente: a certeza de que eu dava conta.
Depois vieram o Japão de trem, o deserto da Jordânia, Roma, Florença, dois anos vivendo como nômade digital. Atravessei a Rússia inteira no inverno, de Transiberiano, até a fronteira com a Coreia do Norte. Hoje estou conhecendo, uma a uma, as 7 Maravilhas do Mundo. Em algum ponto do caminho meu trabalho virou contar isso. Já são seis anos criando conteúdo de viagem, e eu não parei.
Porque a mesma mensagem chegava quase todo dia, de mulheres com dinheiro, tempo e passaporte parado na gaveta: “eu queria muito, mas tenho medo de ir sozinha”. Demorei a entender o que era aquilo. Não era medo de avião, nem de assalto. Era medo de descobrir que não davam conta.
Então parei de só contar as minhas viagens e comecei a montar as delas. Grupo pequeno, tudo resolvido, e espaço livre de propósito, para cada uma decidir algumas coisas sozinha num lugar onde nada é automático. Elas voltam com fotos, claro. Mas o que fica mesmo é outra coisa: deu conta. E quem descobre isso uma vez não volta a viver pequeno.
45+
Países
10
Anos viajando sozinha
6
Anos criando conteúdo de viagem
2
Anos nômade digital
Eu nunca vendi viagem. Meu trabalho sempre foi criar conteúdo, e ainda é. As expedições nasceram do outro lado: mulheres que acompanhavam minhas viagens há anos começaram a perguntar, uma atrás da outra, se podiam ir junto. Não inventei um produto. Respondi um pedido.
Não conduzo de cima, como guia. Conduzo de dentro, porque já fui a mulher insegura do primeiro dia. Sei em que ponto da viagem cada uma costuma travar, e sei o que dizer nessa hora.
45 países não são número de bio. Se está no itinerário, eu já dormi, comi, errei e refiz. O mais valioso é o que eu tiro do roteiro: as armadilhas bonitas que só se descobre indo.
Falo o que está incluído, o que custa mais, o que não vale a pena e quando é melhor você esperar a próxima. Já recusei venda por achar que não era o momento da pessoa, e vou continuar recusando.
Lugar bonito é cenário. O que interessa é o que acontece com você dentro dele.
Menos cidades, mais tempo em cada uma. Lugar bom se conhece sentando, não correndo.
Contrato guias mulheres, indico negócios locais de mulheres e escolho hospedagens onde nos sentimos seguras.
Nenhuma foto de banco de imagens: tudo o que você vê aqui é de viagem minha, com celular na mão e vento no cabelo.

Prometo responder eu mesma. Me conta em que momento da vida você está e eu te digo se alguma das viagens é para agora.